30 de maio de 2012

Acupuntura

Faz um tempo que não escrevo no blog, hoje vou escrever um pouco sobre acupuntura que vem me fazendo muito a cabeça!! no inicio da minha graduação eu realmente não acreditava, fazia estagio em uma clínica veterinária e a medica veterinária estava estudando a acupuntura e começou a utilizar a acupuntura em cães (indicados a eutanásia por outros veterinário da região) com algum acometimento musculo-esquelético e neurologico, a cada sessão eu ficava mais surpresa com a evolução do animal.
A idéia da rebilitação destes animais pela acupuntura me fez muito feliz, por ser uma alternativa para melhorar a qualidade e prolongar a vida do animal. É uma pena que acupuntura ainda é vista como um método terapêutico alternativo, em que se tenta de tudo primeiro e se da a escolha ao proprietário da eutanásia ou acupuntura...
É uma terapia demorada que exige paciência e persistência e a maior recompensa é ver a recuperação do animal e a satisfação do proprietário.
Lorena Paula Figueiredo
A ACUPUNTURA
A acupuntura é um meio terapeutico pertencente a Medicina Tradicional Chinesa que tem por
objetivo reestabelecer o equilíbrio por meio da inserção de agulhas em pontos (acupontos) específicos.

Além do uso de agulhas podem ser usados nos acupontos o calor, laser, fármacos, estímulos elétricos e implantes de ouro.

As principais enfermidades dentro da medicina veterinária que se indica o tratamento com acupuntura são:
  • musculo-esqueléticas (osteoartrites, displasia coxo-femural, discoespondilite);
  • dores cronicas, neurológicas (sequelas de cinomose, epilepsias, doenças do discointervertebral, paraplegias/paraparesias, acidentes vasculares cerebrais);
  • gastrointestinais, dermatológicas (desordens autoimunes, alergias);
  • reprodutivas e;
  • respiratórias.
Na medicina veterinária de pequenos animais estão catalogados 32 pontos simples e 40 bilaterais

É necessário um refinado conhecimento de anatomia da espécie para a devida localização dos acupontos.
Não existe protocolo de acupontos para as enfermidades citadas anteriormente, o animal passará por uma avaliação acurada pelo acupunturista




2 de junho de 2011

Cães intoxicados por produtos químicos

 Caso você leitor estiver com um animal com os sintomas a baixo em casa, corra para um veterinário urgente para realização dos procedimentos de emergência, seu cãozinho pode estar com a vida ameaçada.  É claro que o tratamento vai depender dos sinais que o animal estiver apresentando, se deve tratar primeiro os sinais clínicos depois procurar a causa, ou seja, estabilizar o animal primeiro. O tratamento deverá ser realizado pelo medico veterinário e requer monitoração.



TRATAMENTO GERAL

Estabilizar os sinais vitais, obter histórico e avaliar clinicamente, diminuir a absorção, administrar o antídoto, aumentar a excreção do tóxico, tratamento sintomatico e de suporte e principalmente monitorar o animal pois alguns sinais podem reaparecer.


CARBAMATOS
1. Sinais Clínicos: hipersalivação, hipermotilidade gastrointestinal, cãimbras abdominais, vômitos, diarréia, sudorese, dispnéia, cianose, miose, fasciculações musculares, convulsões, morte por hipóxia (broncoconstrição)
2. Tratamento:

                         Sulfato de atropina: 0,2-2mg/kg até o efeito, Sendo 1/4 IV e o restante SC e Glicose 5%

ORGANOCLORADOS
1. Sinais Clínicos: Apreensão, excitação, fasciculação muscular, tremores, calafrios, convulsões que duram de segundos à horas, movimento de mastigação, posturas bizarras, salivação espessa, incontinecia urinária e talvez febre.
2. Tratamento:
                        Banhar o animal; lavagem gástrica; carvão ativado, hidratação e  em casos de excitação uso de barbiturico.

PIRETRÓIDES
1. Sinais clínicos: hipersalivação, vômito, diarreia, tremores suaves, hiperexcitabilidade ou depressão, dispneia e convulsão
2. Tratamento:
                         Carvão ativado 2-8g/kg
                         Sulfato de magnésio 10% (0,5mg/kg)
                         Diazepam 0,2 mg- 2,2mg/kg IV, para convulsão
                         Banho sem fricção

ORGANOFOSFORADOS
1. Sinais Clínicos:
           a. Sinais muscarínicos: hipersalivação, miose, micção frequente, diarréia, vômitos, cólica, dispnéia (broncoconstrição)
           b. Sinais nicotínicos: fasciculações musculares e fraqueza
           c. Sinais centrais: nervosismo, ataxia, apreensão e convulsão 

 *A apresentação dos sinais pode esperar por até dois dias

2. Tratamento

                       Sulfato de atropina (0,2 - 2mg/kg) até que se perceba midríase ou diminuição da salivação;        Não utilizar fenotiazínicos
                       Metacloreto aldoxímico de 2-piridina (2-PAM ou cloreto de pralidoxima) 20 - 50 mg/kg sol. a 10%  IM ou IV lentamente
                        Induzir à emese se ingerido até 2 horas
                        Carvão ativado (3-6g/kg) Sol 1g/5-10 mL de água

(ARQUIVO PESSOAL)